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segunda-feira, 4 de abril de 2011

ABRE ASPAS- Oque aconteceria se São Paulo se separasse do Brasil


A República de São Paulo nasceria como um país até grandinho em termos globais, com 40 milhões de habitantes (32º do mundo) e território de 248 mil quilômetros quadrados, pouco mais que o Reino Unido. A economia também seria respeitável: a 2ª economia mais forte da América do Sul, com PIB de US$ 550 bilhões - 60% maior que o da Argentina. Por essas, aliás, alguns paulistas gostam de dizer que seu estado é "a locomotiva do Brasil". E os mais radicais batem no peito dizendo que sustentam o resto do país. Mas não. Vamos por partes: São Paulo é, de fato, o estado que mais contribui em impostos para a União. Em 2008, por exemplo, pagou R$ 207 bilhões e recebeu só R$ 9 bilhões do governo federal para gastar. Uma diferença de R$ 197 bilhões. Mas isso não significa sustentar o país. Estados com PIBs bem mais magros também arcaram com déficits gordos: o Rio pagou R$ 104 bilhões a mais do que ganhou da União. O Distrito Federal, R$ 37 bilhões. Amazonas e Bahia, cerca de R$ 5 bilhões cada um. Na real, só 11 dos 26 estados ficaram no lucro, e quem ganhou mais foi o Tocantins, que pagou R$ 0,4 bilhão de imposto e ficou com R$ 2,3 bilhões. Ou seja: o país tem mais locomotivas do que vagões. E São Paulo é só uma delas. Para ter uma ideia mais clara de como seria esse novo país, temos que pesar dois pontos. Primeiro: um estado paulista independente teria quase R$ 200 bilhões a mais por ano para gastar consigo mesmo. É dinheiro suficiente para elevar os padrões de educação, saneamento e saúde a um grau de primeiro mundo, se bem aplicado. Um belo ganho. Mas a perda pode ser maior. Fazer parte de um país significa ter acesso a todo o mercado da nação sem pagar impostos. Se você planta cana em São Paulo pode vender seu etanol para os postos de gasolina do Mato Grosso, mas não para os dos EUA, que cobram taxas pesadas sobre o álcool. Se o resto do Brasil levantar barreiras assim, São Paulo teria pouco acesso ao mercado de um país que, mesmo sem seu estado mais rico, seria a 14ª maior economia do mundo. Um péssimo negócio. Para os dois lados


Dois em um


Brasil e São Paulo formariam países respeitáveis mesmo separados. Mas as perdas para os dois iriam da economia ao futebol.


POLÔNIA TROPICAL

São Paulo representa quase 1/3 do PIB brasileiro, que é o 8º do mundo, com US$ 1,6 bilhão, entre a Itália e a Rússia. Sem SP, o Brasil cairia para o 14º lugar, entre México e Austrália. A república paulista, com seu PIB atual de US$ 550 bilhões, ficaria em 18º, logo abaixo da Turquia. No quesito renda per capita, ela ficaria em 50º. Seriam US$ 13 mil anuais por habitante (como na Polônia).


PRÉ-SALINHO

As jazidas mais promissoras do pré-sal estão no litoral fluminense. Mas 1/4 dele fica em águas paulistas. Não se sabe a quantidade exata de óleo nesse quinhão. Mas, com sorte, os paulistas conseguiriam tirar algo comparável à produção atual do Brasil, de 2 250 barris por dia, o que faria do país um pequeno exportador de petróleo.


CHURRASCO IMPORTADO

A capital paulista é a cidade com mais churrascarias no mundo: são 140. O apetite carnívoro da república paulista levaria para os açougues o equivalente a 3 milhões de bois por ano. Para manter os churrascos de fim de semana, São Paulo teria de importar pelo menos 1 milhão de cabeças de gado. E o Brasil, que já é o maior exportador do mundo, ganharia um novo cliente.


PAÍS DA VITAMINA C

São Paulo é responsável por metade dos produtos industrializados do país. O novo país exportaria para o Brasil derivados de cana e frutas. A república paulista, por sinal, seria o maior produtor mundial de laranja, uma espécie de reserva global de vitamina C, que hoje exporta US$ 60 bilhões anuais de suco para o resto do mundo.


MAIS DO MESMO

O IDH, índice que avalia educação, expectativa de vida e bem-estar social dos países, varia sempre entre zero (um lixo) e 1 (perfeito). O Brasil, 75º colocado no mundo, tem 0,81 (nível Colômbia). Sem São Paulo, cairia para 0,80 (nível Colômbia). E SP ficaria com a 65ª posição (nível Colômbia). Quer dizer: não nasceria como um país de primeiro mundo.


SELEÇÃO TRICOLOR

São Paulo roubaria Luís Fabiano (Campinas) e Robinho (São Vicente) da seleção brasileira, mas não contaria com ídolos que se fizeram no estado, como o brasiliense Kaká. Já na F-1 a vantagem paulista seria grande: dos 6 brasileiros que venceram pelo menos uma corrida, 5 são paulistas. Para a memória do Brasil, sobraria Nelson Piquet, um carioca criado em Brasília.

fonte:Superinteressante

MAS TEM UM PORÉM

Se São Paulo fosse se separar do Brasil teríamos que usar números de acordo com a situação.Ou seja,como grande parte da população de São Paulo é de nordestinos a população caíria drásticamente.Além disso foram os nordestinos quem construíram essa cidade no ponto de vista de construções civis.Isso com certeza diminuíria a força economica do "País São Paulo".Com isso São Paulo nasceria como um país bem pobre que teria muitas dificuldades para crescer de forma tão rápida, sem contar que provavelmente São Paulo 
seria um país de uma cultura não tão forte. Mas um fato que conta a favor é que a poluição certamente diminuíria muito já que o país São Paulo seria mais rural ,se analisarmos bem a história da cidade esse fato é quase que uma certeza.
Colocadas todas as análises e pensamentos acho que é melhor que São Paulo continue sendo uma cidade
brasileira é bom para ele e muito bom para o país.
 

2 comentários:

Fantasma disse...

Legal tudo isso, contudo os pró sedição se esquecem que ao se separar do Brasil a locomotiva do País pode parar por falta de combustível,ou vocês acham que as minguadas hidrelétricas paulistas darão conta de suprir a voracidade elétrica de Sampa. Sem se esquecer que as maiores hidrelétricas paulistas estão na bacia do Parana e fazem divisa com Mato Grosso no caso Brasil. Mais mesmo que consigam controlá-las estas não bastam, já as usinas genuinamente paulistas são meros vaga-lumes, como das situadas na bacia do rio Paraíba do Sul. O grosso da eletricidade vem de Itaipu, que seria Brasileira e não teria obrigação nenhuma de fornecer eletricidade a um estado rebelde, e mesmo que forneça o preço seria bem salgado,

BLOG DO LUKAS disse...

Muito boa e inteligente a Observação.... Realmente isso seria algo impensável de ponto de vista sensato kkkk

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